A pintora mexicana
Frida, do México pro mundo
Nascida em Coyoacán, no México, em 1907, Frida Kahlo se tornou uma das artistas mais reconhecidas do século XX. Boa parte da sua obra são autorretratos, cheios de cores, flores, bichos e da iconografia popular mexicana. Ela transformou a própria imagem em linguagem, e é por isso que, décadas depois, esse rosto continua estampando muros, capas e, sim, broches.
Broche Frida KahloComunista militante
A política nunca ficou de fora
Frida entrou no Partido Comunista Mexicano ainda jovem e não tratava a militância como capítulo de biografia: era assunto de casa, de mesa e de tela. Um dos últimos quadros que pintou se chama O marxismo dará saúde aos doentes, o que dá uma boa medida do quanto essa convicção era declarada. Quem reduz a Frida a "musa" costuma esquecer, convenientemente, dessa parte.
Broche Frida Kahlo (retrato)
A Casa Azul recebeu até Trotsky
Entre 1937 e 1939, a casa da família Kahlo em Coyoacán, a famosa Casa Azul, hospedou Leon Trotsky, então perseguido por Stalin e recém-asilado no México. Ou seja: a Frida não orbitava a política de longe, a revolução literalmente dormiu no quarto de hóspedes. Trotsky seria assassinado na Cidade do México em 1940, e a Casa Azul virou, anos depois, o museu que guarda a obra e a memória da pintora.
Broche TrotskyA dor e o corpo como obra política
Pintar a própria dor
Depois de um grave acidente na juventude, Frida conviveu com dor física e várias cirurgias pelo resto da vida. Em vez de esconder isso, ela pintou: o corpo ferido, a cama, o hospital, a maternidade que não veio. Colocar a experiência íntima de uma mulher no centro do quadro era, naquele tempo, um gesto radical, o pessoal virando obra, e a obra virando política.
Broche Frida Kahlo (foto)Ícone feminista
Um rosto que o feminismo abraçou
Frida não se conformou ao que se esperava de uma mulher: manteve a sobrancelha do jeito que era, se pintou sem retoque pra agradar e viveu de um jeito que incomodava. Por isso o feminismo a adotou como símbolo de autonomia e autoimagem, a mulher que se recusa a ser aquilo que mandaram ser. E antes que perguntem: sim, dá pra ser ícone feminista e comunista ao mesmo tempo, ela fez as duas coisas com folga.
Broche Frida Kahlo (minimalista)
A Frida e o símbolo feminista
Se a Frida é o rosto, o símbolo de Vênus com o punho cerrado é a bandeira do movimento inteiro. Muita gente combina os dois, a persona e o símbolo, e o resultado diz de que lado você está sem precisar de legenda. Pra entender o que cada emblema significa antes de escolher, o nosso guia de símbolos feministas destrincha um por um; e a coleção feminista tem todos eles prontos pra sair.
Broche símbolo feministaPor que a esquerda a adotou
Arte, comunismo e resistência num rosto só
A esquerda adotou Frida porque nela três coisas se encontram: a arte popular, o comunismo assumido e a resistência de quem faz do próprio corpo território de luta. É uma figura em que estética e política não se separam, dá pra admirar o quadro e a militância ao mesmo tempo. Por isso ela atravessou gerações sem perder o sentido.
Broche Frida Kahlo (pop art)Tem uma ironia nessa história, claro: o mercado aprendeu a vender a Frida sem o comunismo, a sobrancelha vai na caneca e a foice fica de fora. Usar a imagem dela com a política junto é devolver o sentido que a estampa genérica apagou. É a diferença entre repetir um rosto famoso e saber exatamente por que ele está pregado na sua jaqueta.
A Frida sai do quadro e vai com você
São vários traços da Frida em broche leve de metal, com alfinete firme no verso pra prender em jaqueta, ecobag ou lapela. E a coleção de personas tem mais companhia boa da esquerda pra fechar o conjunto.
Ver a coleção de personasPerguntas frequentes
Frida Kahlo era comunista mesmo?
Sim, e não era fase: entrou no Partido Comunista Mexicano na juventude e permaneceu comunista até o fim. No velório dela, em 1954, o caixão foi coberto com a bandeira do partido, escândalo na época, coerência aos olhos de hoje.
Por que a Frida virou símbolo feminista?
Porque fez da própria vida o assunto da obra num tempo em que mulher costumava ser a retratada, não a retratista. Levou pra tela temas que a arte da época evitava, o corpo real, a dor, a perda, e viveu com uma autonomia que incomodava. Virou símbolo de liberdade e autoimagem por prática, não por marketing.
De onde era a Frida Kahlo?
Mexicana. Nasceu em 1907 em Coyoacán, bairro da Cidade do México, na casa que hoje abriga o museu Casa Azul, e morreu ali mesmo em 1954. A cultura popular mexicana atravessa a obra dela do começo ao fim, das cores aos vestidos de tehuana.
Onde compro um broche da Frida Kahlo?
Na coleção de personas da Brochevique, que reúne a Frida em vários traços: retrato, foto, minimalista e pop art. Você escolhe o seu e a gente despacha de Maricá (RJ) pra qualquer CEP do país.


