Guia de símbolos

Símbolos da Palestina e da solidariedade: o que cada um significa

A bandeira, o lenço, a melancia, a pomba, a chave. Cada símbolo tem uma história e um sentido. Aqui vão os principais, explicados com cuidado, como gesto de solidariedade humanitária e apreço pela cultura de um povo.

Atualizado em julho de 2026 · leitura de 6 min

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A bandeira palestina traz as quatro cores pan-árabes: preto, branco, verde e vermelho. O keffiyeh (kufiya) é o lenço quadriculado inseparável da causa. A melancia virou código visual por repetir essas mesmas cores. A pomba com o ramo de oliveira pede paz, a chave simboliza o direito de retorno e Handala é o menino de costas que representa quem vive no exílio. "Palestina livre" é a palavra de ordem que amarra tudo. Abaixo, a história de cada um.

A bandeira e suas cores

Broche com as cores da bandeira da Palestina, Brochevique

A bandeira palestina

Preto, branco, verde e vermelho, as chamadas cores pan-árabes, que você também encontra em bandeiras vizinhas, como a da Jordânia. O desenho palestino organiza três faixas horizontais com um triângulo vermelho junto ao mastro, modelo herdado da bandeira da Revolta Árabe de 1916. De lá pra cá, ela se firmou como o grande emblema nacional palestino, presente em atos, estádios, murais e, claro, em broche.

Broche Palestina Livre

O lenço e o padrão que viraram identidade

Coleção internacional da Brochevique com símbolos de solidariedade à Palestina

O keffiyeh (kufiya)

Também grafado kufiya, o keffiyeh é um lenço tradicional do Oriente Médio, e a versão em preto e branco é a mais ligada à Palestina. Ele deixou de ser só peça do dia a dia dos camponeses durante a revolta de 1936 a 1939 contra o domínio britânico, quando gente de todas as classes passou a usá-lo e o lenço virou marca de unidade nacional. Décadas depois, Yasser Arafat raramente aparecia em público sem o seu, o que terminou de transformar o padrão quadriculado num ícone conhecido no planeta inteiro.

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A melancia: como uma fruta virou símbolo

Broches da coleção internacional, símbolos de solidariedade à Palestina

A melancia

Corte uma melancia e a bandeira aparece: casca verde, polpa vermelha, sementes pretas, tudo sobre o branco da entrecasca. A fruta ganhou sentido político depois de 1967, quando exibir a bandeira palestina passou a ser proibido nos territórios ocupados; mostrar uma fatia virou um jeito engenhoso e pacífico de dizer a mesma coisa sem dizer. A restrição só foi afrouxada com os acordos de Oslo, nos anos 1990, mas a fruta seguiu firme em cartazes, redes e broches, agora como marca registrada do apoio à causa.

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A paz: pomba e oliveira

Pin da pomba da Palestina com ramo de oliveira, Brochevique

A pomba com o ramo de oliveira

Das arcas bíblicas aos cartazes de Picasso, a pomba com o ramo de oliveira atravessou séculos como o pedido de paz mais reconhecível que existe. No contexto palestino, ela carrega uma camada a mais: a oliveira é a árvore que sustenta famílias há gerações, com exemplares centenários e uma colheita de azeitonas que funciona quase como rito coletivo. Paz, terra e permanência num desenho só.

Pin Pomba da Palestina

A chave do retorno

Broche Palestina Livre, da coleção internacional da Brochevique

A chave

Quando cerca de 700 mil pessoas deixaram suas casas em 1948, no episódio que ficou conhecido como Nakba ("catástrofe", em árabe), muitas famílias trancaram a porta e levaram a chave, certas de que voltariam em pouco tempo. Essas chaves atravessaram gerações, guardadas em caixas ou penduradas no pescoço, e se tornaram o símbolo do direito de retorno. Hoje a chave aparece em pingentes e em esculturas de campos de refugiados, lembrando que cada uma delas abre uma casa que segue viva na memória.

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Handala, o menino que ficou de costas

Pin da Pomba da Palestina, um dos símbolos da coleção internacional da Brochevique

Handala

Criado em 1969 pelo cartunista palestino Naji al-Ali, Handala é um menino de dez anos, descalço, de roupas remendadas, sempre desenhado de costas e com as mãos cruzadas atrás do corpo. A idade não é por acaso: era a que al-Ali tinha quando saiu da Palestina, e o personagem só cresceria e mostraria o rosto no dia em que pudesse voltar. O cartunista foi assassinado em Londres em 1987, e o menino segue aí, de costas, testemunha silenciosa que a diáspora palestina desenha em muros, camisetas e tatuagens.

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"Palestina livre": a palavra de ordem

Broche Palestina Livre, Brochevique

Palestina livre

Duas palavras que cabem num cartaz, num boné e num boton: "Palestina livre" condensa o apelo por direitos, dignidade e uma paz que permita à população civil simplesmente viver. No Brasil, o grito ecoa em manifestações onde a bandeira palestina divide espaço com as bandeiras dos movimentos de esquerda; mundo afora, ele se repete em dezenas de línguas. É a síntese que qualquer pessoa entende de longe.

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Um símbolo pequeno, um gesto enorme

Metal leve, fecho de alfinete que não solta: pronto pra jaqueta, mochila ou lapela. Os símbolos deste guia e outras causas internacionais estão na coleção.

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Perguntas frequentes

Quais são as cores da bandeira da Palestina e o que representam?

Preto, branco, verde e vermelho. São as cores pan-árabes, um conjunto que vários países da região adotaram como sinal de origem e de lutas comuns. Na bandeira palestina, elas se organizam em três faixas deitadas, com um triângulo vermelho na lateral da haste.

Por que a melancia é um símbolo de solidariedade à Palestina?

Pela coincidência de cores com a bandeira: verde por fora, vermelho por dentro, sementes pretas e o branco da entrecasca. Quando a bandeira foi proibida nos territórios ocupados, a partir de 1967, a fruta virou um substituto visual pacífico, e o gesto segue vivo até hoje.

O que é o keffiyeh?

Um lenço tradicional do Oriente Médio, de algodão, com padrão quadriculado. A versão preta e branca ficou historicamente associada à Palestina e ganhou o mundo como sinal de pertencimento e de apoio, do campo nos anos 1930 às passeatas de hoje.

O que significa Handala, o menino de costas?

Handala é um personagem do cartunista palestino Naji al-Ali: um menino de dez anos, descalço, desenhado de costas e com as mãos cruzadas. Ele representa os refugiados e a promessa de retorno, e artistas do mundo inteiro o reproduzem como marca da causa palestina.

Onde compro um broche de solidariedade à Palestina?

Na coleção internacional da Brochevique você encontra o broche Palestina Livre, o pin da Pomba da Palestina e outras causas irmãs. O envio sai de Maricá (RJ) e chega em qualquer canto do país.